Tomás António Gonzaga

 


Mi 2616, Sc 2516, SG 2674, Yv 2195

 

Tomás António Gonzaga (1744 - 1810) Escritor

Natural do Porto, de ascendência brasileira pelo lado paterno e portuguesa pelo materno. Foi com o pai para Pernambuco, onde frequentou o Curso Secundário na Bahia, no Colégio dos JesuÍtas, mas depois de regressar a Portugal, fez o Curso de Direito, em Coimbra. Desempenhou diversos cargos, como de JuÍz de fora em Beja, e Ouvidor em Vila Rica, em Minas Gerais, no Brasil, onde se enamorou de Maria Joaquina Doroteia de Seixas, que imortalizou com o pseudónimo de MarÍlia. Foi preso como conjurado, e condenado, em 1792, ao degredo em Moçambique, onde obteve uma alta posição administrativa e casou-se com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de um rico mercador de escravos e onde faleceu sem voltar ao Brasil. Em vida, publicou a primeira e a segunda partes de MarÍlia de Dirceu (1792-1799) e deixou ainda o Tratado de Direito Natural e as Cartas Chilenas, que foram publicadas postumamente.