Sá da Bandeira

Sá da Bandeira (Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, 1.º barão, 1.º visconde e 1.º marquês de).

n.   26 de Setembro de 1795
f.    6 de Janeiro de 1876

Moço fidalgo da Casa Real, par do reino, ministro de Estado, marechal de campo, director da Escola do Exército, presidente do conselho ultramarino; sócio benemérito da Academia Real das Ciências, etc. N. em Santarém a 26 de Setembro de 1795, fal. em Lisboa a 6 de Janeiro de 1876. Era filho de Faustino José Lopes Nogueira de Figueiredo e Silva, moço fidalgo com exercício, desembargador da Relação e casa do Porto, alcaide-mor do Cadaval, comendador da ordem de Cristo, senhor do prazo de Reguengo em Santarém, etc., e de sua mulher, D. Francisca Xavier de Sá Mendonça Cabral da Cunha Godinho.

Começou a sua carreira militar; assentando praça de voluntário em 4 de Abril de 1810, no regimento de cavalaria n.º 11, sendo logo reconhecido cadete, e por decreto de 15 de Dezembro do mesmo ano foi despachado alferes para cavalaria n.º 10. Achando-se doente em Lisboa, desde 17 de Agosto de 1811, apresentou-se no depósito de Alcântara em 16 de Outubro. Por portaria de 6 de Junho de 1812 foi promovido a tenente para o regimento de cavalaria n.º 4. Entrando com, distinção e bravura na batalhas da Guerra Peninsular desde 1810, recebeu alguns ferimentos, mas na batalha de 13 de Março de 1814 junto ao lugar de Viella, departamento de Gera, em França, ficou horrorosamente ferido, recebendo umas poucas cutiladas na cabeça, ficando como morto na estrada, onde um soldado francês o aprisionou quase cadáver, levando-o para casa dumas senhoras, que o trataram com tanta caridade que Sá Nogueira lhes ficou muito reconhecido, e ainda anos depois, sendo já ministro e general, se correspondia com elas. Caíra prisioneiro quase no fim da campanha, pois a paz geral de Paris foi feita em 30 de Maio desse ano. Dificilmente restabelecido, mas quase completamente surdo por efeito das terríveis cutiladas na cabeça, surdez que nunca mais o deixou, regressou com muito custo a Portugal, e pediu logo licença para estudos, que obteve em 15 de Outubro de 1815. Matriculou-se na Academia de fortificação, artilharia e desenho e frequentou os estudos matemáticos desde 1 de Maio de 1816. No fim de Julho de 1817 estava pronto para o serviço, mas tornou a matricular-se em matemática, sendo dado pronto para o serviço em 26 de. Junho de 1818, e nesse mesmo ano, a 20 de Outubro, se matriculou em matemática e filosofia na Universidade de Coimbra. Foi promovido a capitão de cavalaria n.º 1 em 1819. Foi um estudante tão aplicado que mereceu diversas distinções, Em 1820 declarou-se liberal. No mês de Abril de 1821 obteve licença de ir alistar-se nas fileiras dos revolucionários napolitanos, servindo a causa constitucional. Atravessou: a Espanha e os Pirinéus, e sabendo em França, que os revoltosos italianos haviam sido derrotados pelo rei legítimo, obteve licença para ir estudar a Paris; e frequentando na Universidade o curso de ciências naturais, teve ensejo de ouvir as lições dos professores Guy-Luvre e Tourcroy., Permaneceu naquela cidade desde 25 de Agosto de 1821 até 30 de Setembro de 1824, onde também visitou o Museu de História Natural e outros institutos. 

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Última atualização: 15/01/2012