Miguel de Arriaga


4.º centenário do estabelecimento dos portugueses em Macau, 1955. Selo não emitido

Figura ilustre portuguesa, de nome completo Miguel José de Arriaga Brum da Silveira, filho de José de Arriaga Brum da Silveira e de D. Francisca Josefa Borges da Câmara, desconhece-se a data exata do seu nascimento e morte. Ao longo da sua vida foi honrado com a Ordem da Torre e Espada, com a da Conceição e com a de Cristo, sendo também cavaleiro e fidalgo da Casa Real e membro do Conselho de Sua Majestade.
Estudou Leis na Universidade de Coimbra, foi designado desembargador de Agravos da Casa da Suplicação do Brasil, tendo ido para Goa em 1802, como ouvidor das justiças de Macau. Enquanto neste último posto desempenhou o importante papel diplomático de dissuadir os britânicos de ocupar Macau, evitando confrontos com a China.
Introduziu a vacina em Macau e na China e socorreu sempre os necessitados, tendo também vencido os piratas que infestavam aquelas paragens.
Em 1812 recebeu a alcaidaria-mor da ilha da Horta, como recompensa por ter conseguido que o imperador da China restituísse os privilégios aos portugueses. Tal foi o mérito conquistado na China que quando morreu o imperador ordenou luto em sua honra.

Fonte: Miguel de Arriaga . In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-06-28].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$miguel-de-arriaga>


“Os [...] selos postais [..] comemorativos do 4.º centenário do estabelecimento dos portugueses em Macau deveriam ter sido postos a circular a 1 de Novembro de 1955. Impressos com um mínimo de cinco cores cada um, os selos apresentam quatro figuras dos mais proeminentes da história de Macau: Jorge Álvares , o primeiro português que aportou à China, em 1513; Tomé Pires , o primeiro embaixador de Portugal à China, que entrou em Pequim em 1521; Miguel de Arriaga Brum da Silveira , o destemido português a quem, em 1810, se entregou, com toda a sua esquadra, o célebre pirata Cam Pau Sai; e D Belchior Carneiro , o primeiro prelado que governou a diocese de Macau, erecta por bula de Gregório XIII, de 1575, e piedoso fundador da Santa Casa da Misericórdia de Macau. Os selos da emissão comemorativa seriam das taxas de 20, 24, 40 e 90 avos. Juntamente com os selos, seriam vendidos, no primeiro dia de circulação, um envelope especial, com desenhos coloridos, reproduzindo a chegada dos portugueses a Amagao.
Estavam programados para todo o mês de Novembro desse ano, os C.T.T. de Macau fariam apor em todas as cartas que passassem pela Estação Postal, carimbos com os seguintes dizeres:
No dia 1 – «1.º Dia  – 4.º Centenário de Macau 1555-1955»
De 2 a 8 -«Macau, testemunho da secular amizade luso-chinesa – 1555-1955»
De 9 a 17 – «Macau, símbolo de paz e trabalho -1555 – 1955»
De 18 a 25 – «Macau, exemplo de patriotismo e de solidariedade humana – 1555 – 1955»
De 26 a 30 -«Macau, espelho da civilização crist㠖 1555 – 1955 ». (1)

No entanto estes selos (autorização da emissão e circulação, em Macau publicada no B. O. n.º 43 de 22 de Outubro de 1955) nunca entraram em circulação.
A razão, segundo informações de Beatriz Basto da Silva (2):
“ Os 4 selos não entram em circulação em Macau por motivos óbvios que transparecem  na contra ordem de 4 de Outubro de 1955 , publicada no B. O.  n.º 50 de 10 de Dezembro do mesmo ano. Algumas colecções foram enviadas como oferta a personalidades  importantes, pela «Agência Geral do Ultramar». É cancelada, em 20 de Novembro de 1955, por receio a melindres, a pequena cerimónia para assinalar  os quatro séculos da presença portuguesa em Macau .” (3)
Sobre este cancelamento,  comenta o investigador Moisés Silva Fernandes (4):
“ Graças a pressões públicas e particularidades exercidas por círculos nacionalistas macaenses, a administração portuguesa de Macau, foi persuadida a comemorar o 4.º centenário de Macau, em Novembro de 1955. A China não reagiu bem às comemorações  e fez saber a nível particular e em público o seu desagrado. Zhou En Lai interviu pessoalmente na matéria e a administração portuguesa viu-se na necessidade de cancelar as comemorações para evitar a deterioração da situação política”
(1) Macau Boletim Informativo , n.º 51, 1955
(2) SILVA , Beatriz Basto da – Cronologia da História de Macau, Século XX, Volume 5. Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 320 p., ISBN 972-8091-64-8
(3) NOTA : o Leal Senado, em sessão camarária, tinha resolvido convidar os cidadãos honorários de Macau para assistir a essas comemorações do IV Centenário do estabelecimento dos portugueses em Macau, encarregando-se o mesmo Leal Senado das despesas de hospedagem durante a estadia daquelas individualidades: comandante Manuel Maria Sarmento Rodrigues , antigo ministro do ultramar, Comandante Gabriel Teixeira e Albano Rodrigues de Oliveira , antigos Governadores de Macau, Dr. José Caetano Soares , antigo médico municipal de Macau e Jorge Grave Leite , antigo Presidente do Leal Senado de Macau.
(4) FERNANDES ,  Moisés Silva – Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas, 1945-1995: Cronologia e Documentos.  Fundação Oriente, Lisboa, 2000, 849 p. + |Documentos LIX|

fonte: http://nenotavaiconta.wordpress.com/

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Última atualização: 28/06/2014