Marquês de Pombal

 

Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1699 e morreu em Pombal a 8 de Maio de 1782. Oriundo da pequena nobreza lisboeta aliou-se, pelos dois casamentos que fez, à melhor aristocracia de Portugal e de áustria; em primeiras núpcias esposou (1723) D. Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada e, em segundos núpcias (1745), D. Leonor Ernestina Daun, filha de um ilustre general austrÍaco, de quem teve descendência. Muito ilustrado, sócio da Real Academia Portuguesa de História e da Royal Academy de Londres, frequentou a Universidade de Coimbra (curso de Leis) mas só com 40 anos alcançou cargos de importância, vindo a desempenhar as funções de representante diplomático de Portugal junto às cortes de Londres (1739-44) e Viena (1745-48). Por morte de D. João V e após a subida ao trono de D. José, foi nomeado (1750) Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Guerra e, anos depois (1757), do Reino e Mercês, pastas que acumulou até ao falecimento do monarca (1777). Tornou-se, para todos os efeitos, primeiro-ministro de um soberano que aborrecia o governo. Nesta qualidade, teve papel relevantissimo em praticamente todos os ramos da administração, ficando na História como um dos exemplos mais nÍtidos de "déspota iluminado" e como um dos maiores estadistas portugueses

Devem-se-lhe, entre muitas outras medidas: a reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755; a expulsão dos JesuÍtas (1759); a reforma dos estudos, desde os primários até à Universidade de Coimbra(1759-72); a criação de Erário Reglo (1761); a liberdade dos Índios entrados em Portugal (1767); a criação da Impressão Régia (1768), a conversão da Inquisição em tribunal régio (1769); a "lei da Boa Razão" (1769), base do Direito moderno; abolição da distinção entre "cristãos-novos" e "cristãos-velhos" (1773), a fundação de Vila Real de Santo António (1774), as reformas administrativas ultramarinas; a protecção à agricultura, ao comércio e à indústria; etc. O rei recompensou-o elevando-o a 1.º conde Oeiras (1759) e 1.º marquês de Pombal (1770).

Perseguiu, rudemente, todos os que se opunham à sua política, fazendo perecer no cadafalso vários membros da alta nobreza, condenando muita gente à prisão e exercendo discriminação de vários tipos contra outra. Terá procurado em vão evitar a subida ao trono de D. Maria I, substituindo-a pelo prÍncipe seu filho, D. José, em cujos dotes confiava. Demitido de todos os cargos após a morte de rei, foi processado, julgado e condenado a desterro perpétuo, em Pombal.


Reforma Pombalina da Universidade, 1972 

 

2º Centenário da Morte do Marquês de Pombal 10 Escudos
Ano base de emissão 1982
Autor do desenho Luis Filipe de Abreu
Técnica de impressão Litografia
Folhas 5X10
Data de emissão 24-Novembro-1982
Fim de circulação 31-Agosto-1989
Papel Esmalte «F»
Denteado 12 por 11 1/2
Valor de emissão 10 Escudos
Cor Policromo
Local de F.D.C. Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Funchal e Ponta Delgada


300 Anos do Nascimento do Marquês de Pombal

 


2009 (19 Maio) – Comemorativo dos 250 anos da Aula do Comércio (1759-2009). Bilhete-postal e selo alusivos ao acontecimento, design de António Magalhães. Ao lado do selo as indicações «Taxa Paga» e «Válido para Portugal». Código de barras no verso no canto superior direito. 150x105 mm. nº cat.: 361 Taxa paga; policromo. Código 185 11 4 20 000

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Coleção de sócio

franquia
Etiqueta de registo da EC Marquês de Pombal, Leiria. Coleção da SFAAC




 

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Última atualização: 21/08/2016