Fernando Lopes Graça

Compositor e ensaísta musical português, nasceu a 17 de dezembro de 1906, em Tomar, e faleceu a 27 de novembro de 1994, em Cascais.
Estudou em Lisboa no Conservatório Nacional. Durante a sua juventude colaborou com as personalidades literárias mais influentes da época, na revista Presença . Após este período, partiu para Paris , onde fez, na Sorbonne, estudos de Musicologia. Lopes-Graça exerceu intensa atividade como compositor, crítico, pianista, publicista e conferencista. Foi autor de numerosas obras para orquestra e para piano, e ainda de bailados, música coral, ciclos de canções, etc. De orientação nacionalista, procurou aliar a grande tradição da música clássica e orquestral aos elementos rítmicos e melódicos do folclore português, a que aliás dedicou valiosos estudos.
Criou, em 1951, a revista Gazeta Musical . Foi várias vezes galardoado com o Prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical.

Fonte: Fernando Lopes-Graça . In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-10-21].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$fernando-lopes-graca>.

A ligação a Coimbra:

"Estive em Coimbra quatro anos como professor, lá no Instituto de Música; e como aluno da Faculdade de Letras, na especialidade de História e Filosofia. E depois prenderam-me novamente."
Lopes-Graça chega a Coimbra em 1932. Na Faculdade de Letras, matricula-se em Histórico- Filosóficas (curso que iniciara em Lisboa). Nunca concluirá o curso. Integra-se no Centro Republicano Académico. Na Academia de Música (a partir de 1933, Instituto de Música
de Coimbra), lecciona Harmonia, Piano e Solfejo); colabora em vários concertos realizados pela Academia, na sua sede, na ACIC e na Faculdade de Letras.
Em Coimbra, convive e colabora com o grupo da Presença, de 1933 a 1936. Musicará vários poemas de presencistas como José Régio, Adolfo Casais- Monteiro, Carlos Queirós, etc.). Colaborará ainda, em 1936, no número 1 da revista Manifesto, dirigida por Miguel Torga e Albano Nogueira.
No mesmo ano, permanece preso, por razões políticas, nas esquadras dos Olivais e de Santa Cruz, seguindo daí para a prisão de Caxias. Em 1937, é julgado e condenado pelo Tribunal Militar Especial. É solto e parte para Paris. No seu período de Paris, Lopes-Graça mantém-se em contacto com Coimbra através do seu contributo para a Revista de Portugal, fundada e dirigida por Vitorino Nemésio.
Voltando a Portugal, as suas estadias na casa de João José Cochofel, no Senhor da Serra (Semide) estreitarão as suas ligações com o grupo do Novo Cancioneiro. Nascem aí, mais tarde, em 1945, as Marchas, Danças e Canções (Heróicas), publicadas no ano seguinte. João José Cochofel, Joaquim Namorado, Carlos de Oliveira, Arquimedes da Silva Santos, Ferreira Monte e Edmundo de Bettencourt são os poetas de Coimbra, ou ligados a Coimbra, nelas representados.
Por essa altura, inicia Lopes-Graça uma duradoura colaboração com a revista conimbricense Vértice.
in "100 anos de Fernando Lopes Graça" - Exposição biográfica, junho de 2006, Conservatório de Música de Coimbra.

 

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Última atualização: 29/03/2014