Inês de Castro


Túmulo de Inês no Mosteiro de Alcobaça (emissão: Património da Humanidade de 2003)



A amante de D. Pedro, a bela Inês de Castro, perpetuada na toponÍmia de Coimbra, foi mandada executar por D. Afonso VI. Indignado, o príncipe, mal subiu ao trono, logo tratou de capturar o trio de assassinos, refugiados em Castela. Apenas dois foram encontrados e tiveram morte horrÍvel, tendo-lhes sido arrancado o coração pelas costas e pelo peito.

Tudo começou em 1360, quando o rei anunciou o casamento secreto com a bela galega. Os encontros realizavam-se em Santa Clara-a-Velha, a cerca de meio quilómetro da Quinta das Lágrimas, de onde saÍa um canal estreito que terminava a uma centena de metros do convento, servindo as águas que nele circulavam para transportar as missivas amorosas.

Reza a lenda que Inês se encontrava "posta em sossego" quando foi assassinada pelos três homens que a terão esfaqueado até á morte. As lágrimas que então derramou fizeram nascer a "Fonte" onde "o sangue, que do seu corpo saiu, ainda hoje está gravado na rocha e permanecerá para sempre" .

Todavia, de acordo com os especialistas, os laivos de sangue do "colo da garça", que se vislumbram nos lÍquenes que atapetam a pedra do fundo, tomaram a cor devido presença de uma alga, a "Hildenbranthiarosea".

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Camões imortaliza os amores de Inês e D. Pedro, nos LusÍadas, Canto III estrofe CXX: 

« Estavas , linda Inês, posta em sossego, 
de teus anos colhendo doce fruto, 
Naquele engano de alma, ledo e cego, 
Que a Fortuna não deixa durar muito, 
Nos saudosos campos de Mondego, 
De teus fermosos olhos nunca enxuto, 
Aos montes ensinando e s ervinhas 
O nome que no peito escrito tinhas. 

 


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Última atualização: 15/03/2014