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Mania de guardar tudo
Palitos, selos e pacotes de açúcar inspiram colecções de portugueses
Diz ter o “bichinho do coleccionismo” desde pequeno. Por isso, pelas mãos de Hélder Bernardo, de 36 anos, já passaram milhares de pacotes de açúcar, palhetas de café e moedas. A “mania de guardar tudo” já não é recente e foi isso mesmo que o fez começar a recolha. “Quando era puto já tinha coleccionado pacotes de açúcar, mas muitos acabaram por se degradar. Acabei por recomeçar outra colecção há pouco tempo [2004].”
Foi o facto de serem gratuitos que o incentivou a juntar aos milhares. “Já passei pelas colecções de moedas, mas a sua vertente comercial levou-me a largar”, explica. Depois da vontade de coleccionar pacotinhos, à descoberta de centenas de coleccionadores foi um instante. “Pus a minha colecção na Internet e descobri que havia centenas”, explica, acrescentado que há cerca de 450 pessoas que trocam informação diária no site que criou, dedicado a pacotes de açúcar. Começou há dois anos e já juntou entre quatro a cinco mil embalagens portuguesas. Quanto a estrangeiras, diz que as “tem guardadas em monte, e ainda por contabilizar”, mas tem “pacotes de cerca de 20 países”. O sonho é ter um de cada país.
As colecções de palhetas de café também têm adeptos, e há quem coleccione palitos, selos, moedas, calendários postais ou carimbos comemorativos.

Vontade de reter conjuntos
Uma coisa todos têm em comum: a vontade de juntar coisas. “O perfil de um coleccionador caracteriza-se pela procura obsessiva de conjuntos, há uma vontade constante de reter ”, explica ao METRO a psicóloga Fani Lopes. De acordo com a especialista, “procuram sempre objectos semelhantes e reter conjuntos perfeitos”. Mas frisa: “É uma actividade lúdica e pode ser saudável. Depende do tipo de colecção em causa.”
O gosto pela retenção de conjuntos perfeitos levou Nuno Cardoso, presidente da secção filatélica da Associação Académica de Coimbra, a juntar tudo o que se relaciona com números. “Sou aluno de Matemática. Colecciono coisas relacionadas com isso”, diz. E confessa ao METRO: “Desde pequenino que sou coleccionador, foi um vício transmitido pelo meu pai.” Na sua colecção tem de tudo: “Desde selos, moedas, notas com matemáticos, carimbos e postais máximos.”
Os carimbos comemorativos juntam-se através dos CTT. Para os reunir, os coleccionadores têm de andar sempre atentos às edições da empresa. “Cada vez que há novos, mandamos para a sede postais para serem carimbados.”
Os postais máximos são os mais raros: “São postais com imagem, selo e carimbo sobre o mesmo tema.” E, por isso, Nuno não tem muitos, como acontece no caso dos carimbos: “Não tenho muito mais do que umas dezenas.” As trocas fazem-se, na maior parte dos casos, em encontros e convívios sazonais. O objectivo é sempre o mesmo: reunir o maior conjunto possível de objectos semelhantes.


in Jornal Metro, 6 de Julho de 2006
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EFEMÉRIDE - Curiosidades sobre o pi na Quinta das Flores

Este “fantástico número” irracional é uma questão antiga que relaciona o perímetro e o diâmetro de uma circunferência

A Escola Secundária Quinta das Flores assinalou ontem o dia do pi, de uma forma diferente. Associando-se à secção de filatelia da Associação Académica de Coimbra e com os Correios de Portugal, o objectivo foi enviar uma carta com o pi aos amigos. Por certo, hoje serão muitos os que ficarão surpreendidos com a recepção de uma carta tão original. Pelo menos, com um postal “histórico”, um carimbo “único”, selos “fantásticos” e, por certo, uma mensagem original. Ideal para coleccionadores e apreciadores das boas iniciativas.
O Núcleo de Estágio de Matemática da Escola Secundária Quinta das Flores, à semelhança do que tem vindo a realizar nos anos anteriores, não esqueceu este dia e, através da filatelia, procura cativar os alunos para a Matemática, a partir de curiosidades. José Carlos Balsa, orientador de estágio, referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que “este fantástico número irracional” é questão antiga como a vida na Terra. Por isso, os envelopes estão impressos com alusões históricas ao pi, de investigadores que descobriram que a relação entre o perímetro de uma circunferência e o diâmetro é sempre igual.
Por isso, o carimbo concebido pelo Núcleo de Estágio tem bem explícita a circunferência e o quadrado. Paralelamente, foi inaugurada uma exposição filatélica que estabelece a relação da Matemática com os selos ao longo da história. No mesmo espaço, os visitantes podem apreciar uma exposição de trabalhos sobre o pi, realizados pelos alunos do Curso de Artes.

In as Beiras, 2006/03/15
http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=30461&ed=15032006


Divulgação Dia do Pi
in Diário de Coimbra, 2006/03/14
Divulgação Dia do Pi
in Diário de Coimbra, 2006/03/15

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Última atualização: 28/02/2010