Igreja de Santa Justa



Situada na Rua da Sofia, foi iniciada em 1710. Substituiu o templo medieval de Santa Justa, cujos restos ainda se podem ver no Terreiro da Erva. A fachada e plana, de três andares, com duas pilastras que a dividem no sentido da altura em três planos. Na frontaria existe um retábulo vindo da igreja velha. O interior e muito simples; na capela-mor destaca-se um retábulo barroco, do inÍcio do reinado de D. João V. Os retábulos das capelas laterais são também barrocos, do século XVIII. As pinturas são setecentistas

Referenciada desde 1155, a igreja românica de Santa Justa funcionou no arrabalde Norte da cidade até ao seu abandono em 1708 devido aos danos estruturais causados por uma cheia. Longe do núcleo amuralhado, implantado numa região arenosa próxima da margem do rio, este edifício enfrentou cheias sazonais e os efeitos do assoreamento e do alteamento das margens. Da igreja e respetivo adro, restam parte da estrutura (um edifício entretanto secularizado e degradado) e um terreiro (conhecido por Terreiro da Erva). Após sucessivas obras no edifício optou-se por construir uma nova igreja, num local mais elevado e a salvo de inundações. Assim, em 1710, iniciou-se, na Rua da Sofia, a construção do novo templo, por iniciativa do bispo D. António de Vasconcelos e Sousa. A igreja que hoje podemos ver, consagrada igualmente a Santa Justa, recebeu todos os bens e objetos de arte da anterior, bem como todos os seus privilégios. Em 1943 o espaço foi entregue pelo Bispo de Coimbra aos Frades Capuchinhos para que aí exercessem culto, e três anos mais tarde iniciou-se a construção da residência destes religiosos, anexa à igreja. Em 2008, a Ordem dos Frades Capuchinhos encerrou a casa de Coimbra, deixando em definitivo o espaço. 

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Última atualização: 17/06/2020