VI Festival Internacional do filme não profissional



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"Desde 1977 o Centro
de Estudos Cinematográficos
organizou o Festival Internacional
do Filme Amador de Coimbra (FIFAC) que surgiu da vontade sentida pelos
estudantes cinéfilos de se criar um intercâmbio com o cinema amador.
Com estas iniciativa aquela secção cultural
pretendia sensibilizar os estudantes para
o cinema alternativo, procurando seguir
temáticas específicas acrescentando um
valor de conjunto aos filmes, escapando
aos circuitos comerciais.
As suas edições foram marcadas pela
generalidade de géneros cinematográficos,
multiplicidade de assuntos nelas
incluídos, a qualidade dos filmes,
as técnicas utilizadas
tratando-se de um encontro mundial semelhante ao dos grandes festivais
internacionais. As sessões, com uma média de cerca de 75 películas
inscritas a concurso, compunham-
se ainda de sessões não competitivas e
nelas eram exibidas curtas e
longas-metragens e oficinas de trabalhos de
vídeo.
Os trabalhos, incidindo
sobre os mais variados
temas, abordaram aspectos
paisagísticos, etnográficos, artesanais,
históricos ou lendários de Coimbra
fazendo os
autores reflectir sobre a cidade. As
sessões que decorriam no Auditório da
Escola de Enfermagem Dr. Ângelo da Fonseca, no Auditório
Central da Universidade, no Auditório
da Reitoria da Universidade de
Coimbra ou no Edifício Chiado,
foram participadas por cineastas amadores
de vários países como Portugal,
França, Alemanha, Espanha, Brasil,
Jugoslávia, Suíça, Itália, Áustria, Inglaterra, Bélgica, Roménia e EUA, entre outros.
O FIFAC mostraria
técnicas de animação no
vídeo, recorrendo a
técnicas computorizadas inovadoras. Tinha
também uma secção de filmes para
crianças e organizava
debates ao longo das diversas sessões do festival, a fim de estimular a reflexão e discussão sobre os temas e técnicas.
Comprovando o impacto e importância
internacional do FIFAC, o presidente
da ÚNICA (União Internacional do
Cinema Amador) esteve presente no
festival, em 1983, para apresentar
uma mostra de filmes do seu
país sobre “Possibilidades e tendências
do Cinema Não-Profissional” dando assim um incentivo à realização
de iniciativas como a que
o CEC protagonizava. A reforçar a importância do Festival estão os
membros do júri que anualmente acorriam a Coimbra, nomeadamente
representantes do Instituto Português do
Cinema, da Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais, da Federação
Portuguesa de Cineclubes ou cineastas como João Paulo Ferreira e Luís
Filipe Rocha.
Realizaram-se seis edições do Festival, até 1983, altura em que foi
interrompido por questões sobretudo de ordem
financeira mas também devido a
pressões da Federação
Portuguesa de Cinema e Audiovisuais
(VL, 1985-86: B). Esses factos
inviabilizaram a continuação do Festival, que tinha o apoio
nomeadamente Serviços Municipais de Cultura
e Turismo, da Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais, da
Embaixada Francesa e da Delegação Regional do
FAOJ e Casa da Cultura da
Juventude de Coimbra. O seu
cancelamento significou uma perda enorme para o panorama
cinematográfico de Coimbra já então marcado pela exibição de filmes
mais massificados. Cinco anos depois, surgia pela
primeira vez a Mostra de Cinema
Português – criada a partir do
curso de Caminhos do Cinema Português, da
Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra –
que se refundou em 1997, passando desde
então a assumir a designação de
Festival Caminhos do Cinema Português, que
cumpriu este ano a sua XVI edição."
in Movimento Estudantil e Resistência Cultural em Coimbra na Década de 1980, Isabel Alexandra Correia da Silva, 2009
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Última atualização: 08/05/2016