O TRAJO DO CARTEIRO Nos países da CEE

Maio de 1991

«Organizada pelos de Comunicações dos Correios, com a colaboração do Museu dos CTT, foi inaugurada, no dia 23 de Maio, no segundo piso do Edifício Chiado, na Rua Ferreira Borges, em Coimbra uma exposição de fardas de carteiros dos países comunitários.

Procurando estar sempre atento a estas manifestações, que têm a ver com a historia dos Correios, AF lá e verificou uma mostra de verdadeiro cultural e histórico.

Valorizada com a apresentação de quatro indumentárias históricas e reproduções de estudos, sobre a evolução dos trajos de distribuidores de correio portugueses. A Mostra que esteve aberta ao público até 28 de Maio, apresentava as actuais dos profissionais mais estimados do mundo, as dos carteiros.

Nos meus apontamentos trouxe uma resenha dos hábitos expostos, relativos a cada um dos doze países da Comunidade Económica Europeia, uns mais formais, como o do carteiro Luso que, como o Italiano, Luxemburguês ou Inglês, usa calça e casaco azul. Outros mais para o prático: Calça e blusão sempre, para o cinzento e azul, só cinzento e azul.

Mas o mais espectacular é o que veste em Dinamarquês, com o se casaco vermelho vivo a cair sobre calça azul.

Já é raro ver-se um carteiro em Portugal, vestido rigorosamente com a farda da ordem.

Isto também acontecerá nos demais países, mas foi interessante ver-se como os costureiros da CEE, imaginaram os carteiros.

in http://sol.sapo.pt/blogs/mitalaia/archive/2008/05/03/Servi_E700_o-FRANQUIA-_2D00_-33.aspx
Daniel Costa

 

Texto do desdobrável de apresentação:

Deslocam-se nas paisagem que atravessam de Norte a Sul, reconhecidos ao longe pelo tom da farda. Carteiros, postman, facteurs, carteros ou brieftrager, são símbolos vivos, anunciando a mensagem, antecipando com a sua presença, na solidão dos caminhos rurais ou na saturação do tráfego, em terras de fome e fartura.

O carteiro é uma figura universal. As suas funções assemelham-se e repetem-se num número sem fim de países num número sem fim de países, realidades, situações, ligando o Homem, levando a mensagem.

Há usos e saberes comuns a todos os carteiros do mundo. São parte de uma linguagem que se exerce e renova, viajando em cada carta, por terra ou por mar, a pé ou de avião. São o código universal de uma comunidade profissional nascida da necessidade humana de comunicar, capaz de ultrapassar barreiras que separam os homens. Há também em cada carteiro, um saber só seu, os segredos apreendidos num quotidiano diverso do de todos outros homens.

São por natureza, uma realidade em permanente mudança, viva, sensível ao tempo e ao espaço. A cor local dá-lhe o tom: à pele, à voz, ao ritmo, aos hábitos, às múltiplas maneiras de ser e de fazer, consoante os caprichos da história, da geografia ou das culturas. Decifram, lêem, entendem e falam, as linguagens diferentes do país e da cultura a que pertencem – e de que são, na própria imagem, um signo de imediata tradução. O uniforme estabelece a unidade e a transparência dessa imagem, num mesmo território ou nação.

Em horas, lugares, situações e línguas diversas, a aproximação de um carteiro é o sinal de que ali se vai cumprir, mais uma vez, o último elo de uma cadeia que abarca o mundo inteiro”.

 

 

 

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Última atualização: 16/02/2010