D. Pedro

(1357-1367)
 O Cruel ou O Justiceiro 


D. Afonso IV foi convencido pelos seus conselheiros a autorizar o assassínio de Inês em 1355, e um dos primeiros actos de Pedro I quando subiu ao trono, foi vingar-se de forma selvagem dos seus assassinos. Durante o seu curto reinado, (1357-1367), Pedro que é lembrado principalmente por esse amor trágico com Inês de Castro, teve alguns actos de grande importância, como o de reduzir os abusos de poderosos, e aumentar o poder real.

Reformou a administração da Justiça, (1361), e fez muito para tornar a igreja Portuguesa, numa igreja nacional, insistindo no beneplácito régio, que era a aprovação real prévia, das bulas papais e cartas antes que elas pudessem ser publicadas em Portugal. Em assuntos externos seguiu sempre uma polÍtica neutral.

A história da tragédia de Pedro e Inês  começou em 1360, quando o rei anunciou o casamento secreto com a bela galega. Os encontros realizavam-se em Santa Clara-a-Velha, a cerca de meio quilómetro da Quinta das Lágrimas, de onnde saÍa um canal estreito que terminava a uma centena de metros do convento, servindo as águas que nele circulavam para transportar as missivas amorosas.

Reza a lenda que Inês se encontrava "posta em sossego" quando foi assassinada pelos três homens que a terão esfaqueado até á morte. As lágrimas que então derramou fizeram nascer a "Fonte" onde "o sangue, que do seu corpo saiu, ainda hoje está gravado na rocha e permanecerá para sempre" .

Todavia, de acordo com os especialistas, os laivos de sangue do "colo da garça", que se vislumbram nos lÍquenes que atapetam a pedra do fundo, tomaram a cor devido presença de uma alga, a "Hildenbranthiarosea".


fonte: leilão Internet

Camões imortaliza os amores de Inês e D. Pedro, nos LusÍadas, Canto III estrofe CXX: 

«Estavas, linda Inês, posta em sossego, 
de teus anos colhendo doce fruto, 
Naquele engano de alma, ledo e cego, 
Que a Fortuna não deixa durar muito, 
Nos saudosos campos de Mondego, 
De teus fermosos olhos nunca enxuto, 
Aos montes ensinando e s ervinhas 
O nome que no peito escrito tinhas. 

 

 

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Última atualização: 14/08/2014