Correio Escolar - Coimbra

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DIA MUNDIAL DOS CORREIOS
Alunos do 7.º ano assinaram peça filatélica
Os nomes dos alunos de três turmas do 7.º ano da Escola Quinta das Flores vão ficar para a história. Assinaram três peças filatélicas no Dia Mundial dos Correios.

A sala dos Grandes Grupos na Escola Secundária Quinta das Flores estava repleta. Os alunos aderiram ao repto lançado pelos CTT, ao ter escolhido uma escola de Coimbra, de entre sete em todo o país, para assinalar o Dia Mundial dos Correios. Carlos Moura, director dos CTT de Coimbra, referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS, tratar-se de de uma "estratégia descentralizada" de assinalar o dia e apresentar aos alunos e professores o Plano de Dinamização da Escrita e da Leitura dos CTT, pelo que, desde ontem, os CTT passam a ser um parceiro activo do Ministério da Educação, na execução do Plano Nacional de Leitura.
Em Coimbra, Carlos Moura dirigiu-se aos alunos do 7.º ano, explicando-lhes que uma iniciativa idêntica estava a acontecer, em simultâneo, na EB 1 do Alto da Faia, em Telheiras, Lisboa, na EB 1 de S. Mamede, em Évora, na EB 1n.º 2 de Faro, na EB 2,3 de Paranhos, no Porto, na EB 1 da Carreira, no Funchal e na Escola dos Milagres, em Ponta Delgada, nos Açores.
A cerimónia de comemoração do Dia Mundial dos Correios decorreu em Coimbra, sob um ambiente de muita animação. Depois do lançamento do selo com a aposição do carimbo relativo à efeméride, este passará a figurar num envelope " uma peça filatélica " que foi assinada pelos presentes, nomeadamente Carlos Moura, Mário Nunes, vereador da Câmara Municipal de Coimbra, pelo presidente do Conselho Executivo, pelo escritor João Rasteiro, e por todos os alunos presentes. Estas peças passarão a fazer parte do espólio da escola e dos Correios de Portugal.
A cerimónia de comemoração do Dia Mundial dos Correios teve também uma função pedagógica, já que os alunos puderam ainda assistir a um pequeno filme sobre "as voltas que uma carta dá", isto é, desde que alguém a escreve até que o destinatário a recebe, com uma explicação algo pormenorizada sobre a forma de tratamento do correio, nos chamados CTCTP - Centro de Tratamento de Correspondência Postal.
O objectivo, segundo Carlos Moura explicou, é "estimular o uso da correspondência escrita entre alunos de diferentes escolas".
Trata-se de um projecto que integra outras actividades, algumas das quais são já prática nos correios, como a campanha das cartas ao pai Natal ou os concursos epistolares que, este ano, voltam em força.
Além disso, os CTT vão ainda promover visitas de estudo a centros de distribuição postal, a estações de correio e ainda fornecimento de material didáctico às escolas sobre o ciclo operativo da carta.

CTT parceiro do plano Nacional da leitura

O Dia Mundial dos Correios, assinalado ontem, foi escolhido pelos CTT - Correios de Portugal para a assinatura de um protocolo que decorreu na Escola Básica 1 do Alto da Faia, em Telheiras, Lisboa. Assim, a partir de ontem, os CTT são parceiros do Ministério da Educação no Plano Macional de Leitura. Na cerimónia de assinatura do protocolo estiveram presentes o secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e Telecomunicações, Paulo Campos, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, José Pedreiro, e a escritora Isabel Alçada, responsável pelo Plano Nacional de Leitura. O Dia Mundial dos Correios foi instituído pela União Postal Universal, organismo das Nações Unidas dedicado ao sector postal.


Recuperar
os "pen friends"

A Filipa e a Mariana são alunas do 7.º A que, apesar da força das novas tecnologias, já escreveram cartas. A Filipa confessou que escreve sempre à prima que vive em Viseu e a Mariana, quando escreve uma carta é sempre para Lisboa. Para os avós e para a prima.
Ontem, com a comemoração do Dia Mundial dos Correios na sua escola, confessaram ao DIÁRIO AS BEIRAS que vão continuar a escrever, até porque receberam um kit de escrita e a emissão filatélica (dois selos e dois envelopes). Depois, receberam ainda um panfleto que lhes explica o percurso de uma carta até chegar ao destinatário.
Além do lançamento do primeiro selo escolar, os Correios de Portugal pretendem também criar um postal em branco, também com um custo simbólico, especialmente destinado às crianças em idade pré-escolar, para que façam desenhos interpretativos das histórias que lhes são contadas e enviem a outras escolas.
Outra das iniciativas previstas no âmbito deste protocolo será seleccionar alguns dos 600 livros de autores portugueses recomendados pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) e colocá-los à venda nas cerca de um milhar de estações dos CTT espalhadas pelo país. Entretanto, os selos poderão ser usados para comunicar por carta as impressões e comentários sobre os livros que as crianças lêem no âmbito do Plano Nacional de Leitura.
Carlos Moura explicou que todas as escolas serão convidadas a participar no projecto e todas receberão os kits de escrita e a emissão filatélica, além de receberem também livros. Durante os próximos três anos, os CTT vão pôr selos de correio à disposição das escolas de todo o país, de modo a que integrem a escrita de cartas nas suas actividades, incentivando a redacção manuscrita. Depois, cabe à escola dinamizar a escrita e a leitura, junto dos alunos.


Um dia postal

As voltas que uma carta dá, desde que é escrita por alguém até chegar ao destinatário, é um percurso muito interessante.

Nas escolas, onde foi assinalado o Dia Mundial dos Correios, foi distribuído um flyer, cujo objectivo é mesmo mostrar às crianças e jovens "a viagem de uma carta".
Depois de colocada num marco de correio ou numa estação dos CTT, as cartas vão chegando aos Centros de Tratamento de Correspondências e de Transportes Postais (CTCTP), onde o bulício se vai adensando a partir das 19H00.
A noite vai caindo e, à medida que o sossego vai aconchegando os lares, os CTCTP começam a fervilhar de actividade. Para que, no dia seguinte, cada cidadão receba, calma e comodamente, a sua correspondência.
As cartas entram e saem num espaço de tempo que varia entre as três e as sete horas. São milhões de "objectos postais" que são tratados, isto é identificados, separados e encaminhados, para que depois se faça a respectiva distribuição.
Um trabalho aparentemente fácil, mas que exige "muita organização" para que cada carta siga o seu percurso até à entrega, sem percalços.
É esse fluxo de objectos postais que, diariamente, entram nas estações dos Correios ou são colocadas nos diversos marcos espalhados pelas cidades que dão vida aos centros de tratamento, onde a modernização tecnológica é "palavra-chave". Em Portugal, a modernização do tratamento iniciou-se, em 1996 com a introdução das mais avançadas tecnologias postais. Razão porque se pode dizer que os Centros de Tratamento são autênticas "fábricas digitais" de processamento de correio.
Os objectos postais ou cartas são recolhidos ao longo do dia, nos marcos e nas estações dos CTT e são transportadas para o Centro de Tratamento de Correspondências mais próximo, cujo funcionamento se pode dividir em "quatro tempos fundamentais".
Ao fim da tarde, as cartas recolhidas chegam aos centros de tratamento.
E aí, do cais de carga e descarga segue para a área operacional (um grande espaço amplo dividido em vários sectores que permitem separar o correio). Essa área operacional subdivide-se na zona das novas tecnologias (uma divisora STAR, uma leitora óptica OCR e uma Separadora, Faceadora, Obliteradora NEC), máquina que tem uma capacidade de processamento de 30 mil objectos postais por hora. O trabalho da máquina resume-se a identificar as cartas que têm selo, faceando-as, isto é, virando-as todas para o mesmo lado e obliterando-as, isto é carimbando o selo. Depois, há a pré-divisão, grossos, desagregação, finos, internacional, azul, registo. médios, JPP, consolidação e grandes clientes.
Como os próprios nomes indicam são zonas para onde o correio é encaminhado quando chega, de acordo com as indicações que traz. Se vem desorganizado, se vem de outros centros de tratamento. Se é correio azul, já que este tem espaços próprios, onde o cidadão comum o coloca. Se é o chamado correio grosso ou médio.
Todo ele é então tratado de forma automática e manual, já que os dois sistemas coexistem e, depois, é então encaminhado para o sector da consolidação, para onde convergem todas as cassetes (caixas que também estão identificadas com códigos de barras), vindas de todos os sectores. E logo que os contentores de rede vão ficando cheios, são levados para o cais de carga, onde já os espera o transporte para o destino.

in Diário As Beiras - Coimbra
http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=34318&ed=10102006&PHPSESSID=91b0595e8f8161452f67337efab36599
09-10-2006

 


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Última atualização: 07/06/2014