Luis Vaz de Camões

Luis Vaz de Camões, referenciado como o maior Poeta da LÍngua Portuguesa. Julga-se que terá nascido em 1525 e faleceu em Lisboa no ano de 1580. A sua vida permanece repleta de incertezas e vazios: da data e local de nascimento, à condição social e formação académica. 

Supõe-se que terá pertencido à pequena nobreza e que terá estudado em Coimbra. 

Em Coimbra onde ele estacionou, se é que não nasceu, conheceu ainda o tio avô, aquele segundo João de Vaz de Vila Franca, pai de um outro Simão Vaz, do tio crúzio D. Bento de Camões e ainda D. Isabel Tavares, filha do segundo matrimónio, por ventura, acreditou na tradição dos amores com uma prima (ms. de João Pinto Ribeiro), a menina de olhos verdes, a belisa ou a sibela dos seus versos.

Luis de Camões cursou a universidade cerca de 1540. Pouco tempo depois em 1550 encontramo-lo em Lisboa numa vida de extravagância e vadiagem, que acabou com a sua prisão em resultado de uma disputa à mão armada, de onde saiu gravemente ferido um empregado do paço.

Frequentou a corte; combateu em Ceuta ( onde veio a perder um dos olhos ); levou vida boémia em Lisboa ( o que o levou à prisão por agressão a um funcionário da corte ); passou por Goa; foi soldado; desempenhou na China o cargo de provedor dos defuntos e ausentes; naufragou no Toquim e esteve preso em Goa no ano de 1560.  

Em 1567, Diogo de Couto refere-o na ilha de Moçambique, onde vivia da caridade de amigos. Regressado a Lisboa, publicou "Os LusÍadas", tendo-lhe então sido concedida por D.Sebastião, uma tença anual de 15000 réis, em atenção aos poemas e serviços prestados na Índia.

Públicou os LusÍadas em 1572 e obteve pelo poema e pelos serviços pretados na Índia uma pensão em, remuneração de serviços de 15000 réis anuais, que não conseguiu libertá-lo da miséria.

Dos amigos com quem conviveu, um único, já depois de morto o poeta inscreveu o seu nome numa obra dirigida à posterioridade. Foi ele Diogo de Couto, na VIII década da Índia.

Dos que em vida recolheram composições suas, qualquer nota com que o padre Pedro Ribeiro, da sua convivência no Oriente, tivesse acompanhado as que inseriu no seu Cancioneiro, desapareceu com este, de que só nos resta o Índice, publicado por D. Carolina Michãelis; e Luis Franco Correia contenta-se de dizer, relativamente à comédia Filodema, que foi « por Luis de Camões representada na Índia a Francisco de Barreto ».

Além de Os LusÍadas, preparou um volume de obras lÍricas, sob o tÍtulo «Parnaso Lusitano», que se perdeu.

Acabará por falecer em 10 de Junho de 1579.

 

 

 

CC's: 10/6/96; 1/11/83 Alenquer; 14/11/80 Porto; 1/12/80 Leiria; 3/11/2000 Lisboa

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