Camilo de Araújo Correia

 

Nasceu em 28 de Julho de 1925, na cidade do Porto, mas de pais trasmontanos: o médico-escritor João de Araújo Correia, natural de Canelas do Douro, e Dona Maria da Luz de Matos Silva, natural de Poiares, de cujo matrimónio houve ainda mais cinco filhos: Maria da Soledade, Rosa, Maria Emília, João Maria e Maria Virgínia.

Desde muito novo vem residir para a Régua, onde inicia os estudos e completa o primeiro ciclo do liceu. Prossegue os estudos no Liceu de Lamego e depois no de Vila Real, onde termina o curso liceal. Feito o exame de aptidão, matriculou-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, onde concluiu a sua formatura em 5 de Dezembro de 1953.

Durante a sua permanência em Coimbra, Camilo de Araújo Correia viveu na república Palácio da Loucura , na Alta. Foram seus companheiros de república, entre outros, Augusto Camacho, célebre cantor e autor de fados de Coimbra, e Herberto Hélder, que viria a afirmar-se como figura cimeira da poesia portuguesa. Foi nesse ambiente que despertou o seu gosto pela literatura, que exercitou através da colaboração nos jornais académicos Briosa, Pagode e Via Latina .

A sua vida seria porém consagrada antes de tudo à medicina, só se dedicando à escrita nas horas que aquela lhe deixa livres, repetindo o que acontecia com seu Pai. “Quis o destino que viesse também a escrever histórias em tempo sobrado de ver doentes”, escreve ele algures. Foi durante muitos anos anestesista nos Hospitais da Régua e Lamego, tendo neste último chegado a Chefe de Serviço. Exerceu clínica até 1990, ano em que optou pela dedicação exclusiva hospitalar.

Mobilizado para prestar serviço militar em Moçambique, em 1961, exerceu funções de anestesista do Hospital Militar 338, destinado a Porto Amélia, de que veio a ser director, merecendo um louvor do General Comandante da Região Militar de Moçambique pelos seus serviços médico-sociais e relacionamento com outras unidades lá aquarteladas. Ainda em Moçambique desenvolveu forte actividade de dinamização cultural.

Embora Camilo de Araújo Correia, como vimos, tenha começado a escrever e a publicar artigos na imprensa académica coimbrã relativamente cedo, pelos anos 50 do século passado, só bastante tarde publicou o primeiro livro. Trata-se de Elogio do Dr. António da Fonseca Almeida (1987), um opúsculo de carácter biográfico relativo a um colega de profissão.

A escrita de Camilo de Araújo Correia reflecte de maneira consistente as suas vivências pessoais, que constituem por assim dizer a sua primeira fonte de inspiração.

A sua experiência do ambiente estudantil de Coimbra está vertida em dois livros de evocações, Coimbra minha (1989) e Coimbra outra vez (1998) .

fonte: http://gremio.cm-vilareal.pt/index.php?Itemid=50&id=55&option=com_content&task=view

 

 

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Última atualização: 03/04/2013