António Pedro

Artista plástico, poeta e dramaturgo, António Pedro Costa, nasceu em Cabo Verde a 9 de Dezembro de 1909, mas veio jovem para Portugal. Fazendo estudos em vários locais, fez o 7º ano liceal em Coimbra, onde dirigiu o jornal O Bicho.

Este jornal, referido no livro “Publicações periódicas portuguesas existentes na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (1911-1926)”, de 1991,  como “jornal do Liceu de Coimbra“ que teve 3 números, sendo seu director António Pedro da Costa e como editor Fernando de Vasconcelos. Além disso, algumas biografias referem a sua frequência, durantes 2 anos, no curso de Direito em Coimbra, mas isso não é certo, pois outras referem a frequência do mesmo curso, mas em Lisboa.

Integrou vários grupos surrealistas em Lisboa e Londres (onde viveu como correspondente português na BBC), sendo um dos grandes impulsionadores dessa corrente artística em Portugal, sendo mesmo considerado o seu precursor. Juntou-se a nomes como Fernando Azevedo, Vespeira e Moniz Pereira, e os poetas Mário Cesariny, Alexandre O'Neill, etc.

Teve uma vasta obra na ficção, poesia e teatro.

Viveu os últimos anos em Moledo, onde faleceu a 17 de Agosto de 1966.

Entrando em circulação a 2 de Julho de 1999 a emissão comemorativa dos 50 Anos do Surrealismo em Portugal, com design de Vítor Santos, reproduz 5 diferentes quadros da pintura Surrealista portuguesa.

Com dimensões fora do habitual (30x40mm), foram impressos em off-set sobre papel esmalte, em folhas de 25 selos.

O selo retratando a obra de António Pedro, apresenta uma dupla taxa de 51$00 / € 0,25, e teve uma tiragem de 1 milhão de selos (a maior tiragem da emissão). Foi igualmente emitido 1 bloco filatélico com os cinco selos que constituem a série, com um valor facial total de 466$00/€ 2,32.

Os restantes selos da emissão reproduzem obras de Vespeira (80$00 / € 0,40), Moniz Pereira (95$00 / € 0,47), Fernando de Azevedo (100$00 / € 0,50) e António Domingues (140$00 / € 0,70).

José Cura, Maio de 2012

 


"Cada um dos cinco pintores que intervieram na sua realização - António Dominques (n. 1921), Fernando de Azevedo (n. 1923), António Pedro (1909-1966), Vespeira (n. 1926), J. Moniz Pereira (1920-1989) -, preencheu a sua parte da tela antecipadamente dividida, sem saber o que os outros tinham pintado, ocultado, limitando-se a encadear, em extremidades das formas por eles deixadas visíveis, as que lhe apeteceu pessoalmente pintar." (José Augusto França, Pagela dos CTT, 1999)

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Última atualização: 29/07/2012