Antero de Quental


 (1842-1891)



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Açoriano de São Miguel, estudante em Coimbra, bacharel em Direito, poeta, ensaísta, activista político, panfletário feroz, domina toda a, sua geração - a chamada Geração de 70 - pelo seu génio e dignidade moral. Ao publicar, aos 23 anos, as Odes Modernas, desencadeou a nossa ainda hoje maior e mais importante polémica da história da literatura e está na base da renovação literária e ideológica da segunda metade do século XIX que conduzirá ao Realismo.

Bateu-se em duelo pelas suas ideias e ganhou, quis alistar-se nos exércitos de Garibaldi, defendeu as doutrinas socialistas, foi aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional, fundou jornais progressistas, conspirou. As Conferências do Casino, de que foi o principal promotor e orador (Causas da decadência dos povos peninsulares é o seu mais conhecido escrito em prosa) visavam estudar as condições de transformação polÍtica, social, literária e religiosa da sociedade para que Portugal pudesse ultrapassar o atraso em que se encontrava face aos outros paÍses europeus.

Como poeta, os seus Sonetos (1886) representam um dos mais altos expoentes da poesia universal e, para citar Unamuno, "viverão enquanto viva for a memória dos homens".

A crÍtica literária objectiva e fundamentada, em contraste com a então adoptada "escola do elogio mútuo" deve-lhe, entre outros tÍtulos as Considerações sobre a filosofia da história literária Portuguesa (1872) e, Tendências gerais da filosofia na segunda metade do século XIX (1890) é, certamente, o melhor ensaio filosófico do seu tempo em Portugal.

Uma doença nunca correctamente diagnosticada, levou-o a Paris numa consulta a Charcot e, no regresso, decidiu fixar residência em Vila do Conde, onde irá permanecer cerca de 10 anos, provavelmente os mais felizes e proveitosos da sua vida literária e pessoal.

Uma fugaz reaparição na polÍtica como presidente da Liga Patriótica do Norte, criada após o Ultimatum inglês, e o fracasso que se seguiu, apressou o regresso a São Miguel onde veio a acabar os seus dias, cumprindo-se assim a profecia do soneto "Sepultura romântica".

 

Datas da História -1º Centenário da Morte de Antero de Quental 35 Escudos
Ano base de emissão 1991
Autor do desenho Luiz Duran
Técnica de impressão Litografia
Folhas 5X10
Data de emissão 2-Agosto-1991
Papel Esmalte «F»
Denteado 12 por 12 1/2
Valor de emissão 35 Escudos
Cor Policromo
Local de F.D.C. Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Funchal e Ponta Delgada

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Moeda do Antero de Quental pertencente à Série Portugal Universal
Lançamento: 28 de Janeiro 2013

Antero Quental - Ouro FDC

Valor Facial: 1/4 €
Metal: Ouro 999%
Acabamento: Flor de Cunho FDC
Diametro: 14,00 mm
Limite de Emissão: 30 000 moedas
Peso: 1,56gr
Observações: Carteira ilustrada com certificado.

 

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Última atualização: 07/09/2015