Artur de Almeida Ribeiro

ARTUR RODRIGUES DE ALMEIDA RIBEIRO
(1865-1943)

Nasceu em Cadoiços, Fornos de Algodres, a 30 de janeiro de 1865 e morreu no dia 7 de maio de 1943.
Concluiu o bacharelato em Direito pela Faculdade de Direito de Coimbra em 1885 e entre 1886 e 1907 trabalhou na carreira da magistratura em Luanda como delegado, juiz de direito e juiz da Relação de Luanda, chegando a juiz conselheiro em 1905.
Regressou a Portugal, sendo juiz da Relação de Lisboa (1907-1919), vogal da comissão encarregada de rever os trabalhos da organização judiciária (1908-1909), auditor-geral junto da 1ª Divisão Militar (1912), membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial (1912-1921), membro da comissão central de execução da Lei de Separação (1912-1927, com interrupções), membro do Tribunal Permanente de Arbitragem da Haia (1921-1923), juiz do Supremo Tribunal de Justiça (1919-1927) e juiz auditor no tribunal militar que julgou os oficiais revoltosos de 1925.
Paralelamente desempenhou diversos cargos governativos. A sua estreia teve lugar em 9.01.1913, quando é nomeado ministro das Colónias, cargo que manteve até 9.02.1914. Era sensível às matérias desta pasta devido não só à experiência, anteriormente referida, em territórios africanos, mas também por pertencer, desde 1911 ao Conselho Colonial, onde apresentou propostas de alteração do regime de administração ultramarina que vieram mais tarde a dar lugar à promulgação das Leis nº 277 e 278 de 14 de Agosto de 1914 (as quais vigoraram até 1919).
Entre 29.11.1915 e 15.03.1916 é Ministro do Interior. Em 18.05.1916 torna-se o primeiro a exercer o cargo de subsecretário de Estado das Finanças (mantém-se no lugar até 25.04.1917).
Em 1917 retoma a direcção do Ministério do Interior (onde se mantém até à posse da Junta Revolucionária sidonista) e, transitoriamente, durante o ano de 1917, acumula ainda a pasta das Finanças e da Instrução.
Com o regime sidonista é preso por diversas vezes, sob acusação de vários crimes políticos.
Foi deputado no Parlamento em 1913, 1915 e 1921-1925, pelos círculos de Pinhel, Guarda e Lisboa Ocidental, respectivamente.
Foi membro do Partido Republicano Português mas veio mais tarde a aderir ao Partido Democrático, de que foi expulso em 1928, por ter aceite do governo ditatorial, mais exactamente em 1926, tornar-se vogal efectivo do Conselho Superior das Colónias, onde se manteve até 1935.
Aposentou-se em Junho de 1927.
Participou em diversos periódicos, nomeadamente no Diário de Notícias, e publicou algumas decisões judiciais.
Foi sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Fonte: http://www.fd.unl.pt/ConteudosAreasDetalhe_DT.asp?I=1&ID=1409


selo de 2,00 patacas de Macau, 2013
 A emissão é composta por um conjunto de quatro selos e um bloco filatélico, retratando a Avenida de Almeida Ribeiro , Calçada dos Quartéis, Calçada do Teatro, Beco do Lilau e a Calçada da Igreja de São Lázaro.

Segundo o blogue Macau Antigo (http://macauantigo.blogspot.pt), Almeida Ribeiro nunca esteve em Macau; o seu nome foi dado à avenida porque o então "ministro das colónias sancionou a verba para a expropriação das casas para a abertura da avenida." - o troço desta avenida que vai do Largo do Senado à R. da Praia Grande chamava-se outrora Av. do Coronel Mesquita. - "Esta avenida foi rasgada em 1915 pelo Eng. director das Obras Públicas, António Pinto de Miranda Guedes".

 

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Última atualização: 14/10/2013