Alberto Pessoa

Alberto José Pessoa, nasceu na Figueira da Foz em 1919, sendo um dos proeminentes arquitetos da sua geração.
Com obras tão emblemáticas como o edifício da AAC e a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ou o edifício da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, trabalhou em conjunto com outros colegas de qualidade também reconhecida.
O atual edifício da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra foi adaptado no local onde existia a Faculdade de Letras, sob a égide da  Comissão das Obras da Cidade Universitária, responsável pela reforma físicada Universidade durante o Estado Novo.  
Formado em Lisboa, na Escola de Belas-Artes, onde também lecionou, foi um precursor  dos valores modernos da Arquitetura, tendo sido distinguido por várias vezes ao longo da carreira.
Pessoa faleceu na capital portuguesa no ano de 1985.

 

José Cura, março de 2013

Sobre o edifício da Gulbenkian

Inaugurado em 1969, o projecto do edifício da Sede e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian resulta de um concurso restrito dirigido pela Administração a três equipas de arquitectos, que decorreu entre 1959 e 1960. O caderno de encargos, ambicioso e detalhado, obedecia ao pressuposto de que o novo edifício fosse “uma perpétua homenagem à memória de Calouste Gulbenkian, em cujas linhas se adivinhassem os traços fundamentais do seu carácter – espiritualidade concentrada, força criadora e simplicidade de vida”.  

Desta forma o projecto deveria prever a articulação de diversas tipologias de instalações para cumprirem o objectivo de albergar a Sede, o Museu, Auditórios e Biblioteca da Fundação, com as respectivas estruturas de apoio. O local escolhido foi o Parque de Santa Gertrudes em Palhavã (localização actual).  

Das três soluções apresentadas a concurso, foi seleccionada a da equipa formada pelos arquitectos Ruy Jervis d'Athouguia , Pedro Cide Alberto Pessoa , a qual apresentou um projecto que coincidia com os desígnios da encomenda: um conjunto arquitectónico de grande unidade, sóbrio e digno. Neste projecto trabalhou um grande número de especialistas em diversas áreas, coordenados pela equipa vencedora.  

Os restantes projectos a concurso eram da autoria das equipas de arquitectura formadas, uma, por Arnaldo Araújo, Frederico George e Manuel Laginha, e, outra, por Formosinho Sanches, Arménio Losa e Pádua Ramos.  

O conjunto arquitectónico existente, de estrutura aparentemente simples, e áreas sabiamente interligadas, encontra-se envolvido por um espaço verde projectado pelos arquitectos paisagistas Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto, de onde se destacam extensos relvados, lagos e ainda um anfiteatro ao ar livre.  

O exterior do Museu apresenta-se como um maciço paralelepípedo rectangular, onde a utilização do betão aparente e do granito revela um equilíbrio cromático contido. Planificado em função de cada objecto reunido por Calouste Gulbenkian, possui no piso inferior uma Galeria de Exposições Temporárias, uma loja e uma cafetaria. Neste piso encontra-se, ainda, a Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian.  

Um marco na arquitectura museológica portuguesa, o edifício do Museu, organizado em torno de dois jardins interiores e com inúmeros vãos envidraçados para o exterior, permite ao visitante um diálogo constante entre a Natureza e a Arte.  

Notável exemplo dos novos caminhos da Arquitectura Moderna Portuguesa da década de 1960, o edifício da Fundação Calouste Gulbenkian foi distinguido com o Prémio Valmor, em 1975, e classificado Monumento Nacional, em 2010.

fonte: http://www.museu.gulbenkian.pt/museu.asp?seccao=edificio&lang=